Chefe de Gabinete de Quixelô é visto como um autoritário e tem sua filiação recusada pelo Partido dos Trabalhadores Municipal.
17/06/2019 19:41 em Novidades

Por Ítalo Renan

   A política de Quixelô ganha novos contrastes ao passo em que mascaras caem. A direção do Partido dos Trabalhadores - PT de Quixelô, contrariando a lógica, emitiu uma carta à comissão estadual do partido solicitando recusa ao pedido de filiação do atual chefe de gabinete Sr. José Adil Vieira Júnior - conhecido como Adil Júnior - o aliado mais influente dentro da gestão da prefeita Fátima Gomes(PT). 

   Na carta, o presidente municipal do partido dos trabalhadores Sr. Francisco Aildo de Oliveira ressalta questões importantes da história política quixeloense e revela que Adil Júnior não possui nenhuma identificação com o PT, tendo em vista o seu histórico extremamente ruim de relações com o partido que envolve casos de afastamentos, perseguições e humilhações; atos ditatoriais que não condizem com a ideologia partidária e que tornam a solicitação de filiação irônica e contraditório, isto é, inaceitável dentro do contexto de lutas que o partido se originou.

   No perfil histórico-político de Quixelô, o Partido dos Trabalhadores surgiu há mais de trinta anos, como narra o presidente municipal, ressaltando uma história de luta marcante, tendo superado muitas dificuldades e enfrentado censuras e o rigor da elite política de direita, no início da sua trajetória. “Nossa história foi construída com muita dignidade, sonhos, esperanças, ideologias, coragem, ousadia, conquistas e identidade partidária, nunca ninguém ousou se filiar a este partido a fim da força, nunca ninguém ousou apelar para uma intervenção do PT de Quixelô, nunca ninguém ousou forçar a barra para impor uma filiação, ainda mais, a filiação política de quem sempre combateu o PT”, disse o líder do partido. Com essas palavras, ele assinala sua indignação, expressamente manifestada em todo o conteúdo da referida carta, onde salienta que o suposto pretendente a integrar o Partido dos Trabalhadores, se constitui um exímio combatente a este partido, tendo sido diretamente responsável pelo seu enfraquecimento junto ao próprio grupo político que na teoria deveria ser comandado pela prefeita Fátima Gomes.

    Na verdade, percebe-se claramente que a gestora assume uma postura omissa, protagonizando uma atuação fraca em frente ao seu próprio partido, combinando muito mais com papel de “laranja”, servindo aos interesses de pessoas - os verdadeiros comandantes do município - visto que a prefeita, não parece se identificar com a ideologia que motivou sua eleição, observando nenhuma influência positiva que apoie ou fortaleça o próprio partido cuja sigla amparou a sua candidatura. 

    É motivo de chacota nas ruas e nas mídias locais, o fato de Fátima Gomes só servir para assinar papéis e ser incapaz de tomar decisões, desconfigurando uma missão que é inerente a um gestor. Está claro falta-lhe firmeza e liderança, de modo que atua como um fantoche para a pessoa de Adil Júnior, que manipula e oprime os funcionários, inclusive pessoas que contribuíram com o voto e trabalho em prol da reeleição de Fátima Gomes. O vice prefeito, Jackson Melo do Partido Democrático Trabalhista(PDT), não obstante, não aparece se quer nas fotos, porque se limita a manter regalias e permanecer omisso dentro de um cenário que o excluiu há tempos. Enquanto o chefe de gabinete, segundo pessoas da administração, obriga os empregados de cargos comissionados a se filiarem ao PT, planejamento cenários favoráveis em futuras decisões dentro do partido e a desarticulação da atual diretoria que claramente não o aprova.

   Aildo de Oliveira cita que desde a sua chegada a Quixelô, no ano de 2013, Adil Júnior tem adotado uma conduta “antipetista”, tendo sido responsável direto pela demissão ou afastamento de militantes do partido que atuavam na gestão, a fim de não ter seus próprios interesses comprometidos.  O mesmo apresenta, na analise do presidente, uma atitude arrogante ao pleitear a sua filiação política ao partido que ele combateu com toda  a sua influência e poder, ressalta em trecho do documento.

   Entramos em contato com as lideranças do partido com o objetivo de confirmar as informações, o presidente  municipal Aildo Oliveira preferio se abster. Nádia Gomes Barreto, coordenadora do JPT - Juventude do Partido dos Trabalhadores - e importante liderança jovem do município ressaltou: "somos contra a filiação por não haver indentidade ideológica". Segue em anexo o texto da Carta na íntegra, comprovando a recusa plenamente justificada para o não ingresso do solicitante no Partido dos Trabalhadores. 

   Pontuamos a fragilidade de um governo incapaz de representar dignamente a sigla partidária a que pertence, envergonhando os cidadãos quixeloenses, que já não suportam a hipocrisia, o descaso, a opressão, a perseguição, a ascensão de forasteiros em detrimento da valorização dos filhos da terra, além da inoperância administrativa que acompanha uma marionete nas mãos do “bebezão”, apelido hilário dado pela população ao senhor Chefe de Gabinete da prefeita. Quixelô hoje está dividido entre aqueles que não aprovam a atual administração e aqueles que lucram e não podem desapoiar. Ironicamente, a oposição sempre foi criticada por estar dividida e agora a situação se encontra em pedaços. Resta à assessoria de comunicação fazer milagre.

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